Minha palestra no IV Congresso de Direito de Autor e
Interesse Público, na UFSC / Florinópolis-SC, dia 28/09/2010
Exposição: Direito de Autor e Expressões Artísticas; Fotografia.
Tema: A importância de embutir metadados nos arquivos digitais, permitindo a identificação dos direitos autorais, assim como informações de contato e demais dados relativas ao arquivo. “Metadados embutidos em arquivos digitais são fundamentais ao exercício dos direitos autorais. Arquivos sem metadados são arquivos órfãos, desprotegidos, cujos detentores dos direitos dificilmente serão identificados ou contactados.” Muitas vezes nem mesmo os fotógrafos sabem lidar com este aspecto primordial em seu fluxo de trabalho, criando arquivos desprotegidos.
Padrão de Metadados – Padrão pra quem? (Texto de Paula Cinquetti, uma das minhas grandes parceiras em organização de acervos!)
Há pouco tempo atrás fotógrafo nem sabia o que eram metadados. Os músicos parece que descobriram um pouco antes e o iTunes e o iPod mostraram para amantes e colecionadores de música como a vida pode ficar mais fácil quando você atribui palavras mágicas para identificar um arquivo digital.
Ok, mas agora que muitos já sabem da sua existência, a próxima etapa é como utilizar, o que escrever e ainda, qual campo de metadado serve para o quê? E porque têm tantos nomes complicados envolvendo o que se poderia resumir em apenas uma palavrinha: tag.
O IPTC (International Press Telecommunications Council) (http://www.iptc.org) trata-se de um grupo formado por algumas agências e veículos de notícia do mundo todo que se reuniram para padronizar os metadados utilizados em fotografias jornalísticas.
O Dublin Core (http://www.dublincore.org/) também representa as decisões de um grupo, desta vez com interesses mais voltados para a área da arquivologia, reunindo bibliotecas e centros de pesquisa de vários países.
Em outubro de 2009 foi lançado um padrão totalmente brasileiro, para orientar o preenchimento dos metadados de qualquer tipo de arquivo digital produzido pelo Governo Federal. O chamado e-PMG (Padrão de Metadados do Governo Eletrônico) e disponível aqui.
Mas se um é voltado para o jornalismo, o outro para bibliotecas e o outro para arquivos digitais do governo, qual orientação o fotógrafo deve seguir? Que padrão está mais atrelado aos seus interesses? Pois agora vem a questão mais difícil para se ter um acervo organizado e metadatado. Um pergunta determinante para a sobrevivência no mundão digital sem porteira: quem é você?
O que você fotografa? Para que público? O que pretende comunicar com as suas fotografias? O que pretende fazer com elas? Uso comercial, jornalístico, documental, artístico? Quando você escolhe uma área de atuação e se concentra nela, fica mais fácil decidir muitas coisas e uma delas é que campos de metadados são importantes para o seu fluxo de trabalho. Você não precisa seguir à risca o que determinado padrão sugere, você pode criar o seu próprio!
Você já sabe que tipo de informação é importante para ficar guardada para sempre junto com as suas fotografias? Comece fazendo uma lista.




