Minha palestra no IV Congresso de Direito de Autor e
Interesse Público, na UFSC / Florinópolis-SC, dia 28/09/2010
Exposição: Direito de Autor e Expressões Artísticas; Fotografia.
Tema: A importância de embutir metadados nos arquivos digitais, permitindo a identificação dos direitos autorais, assim como informações de contato e demais dados relativas ao arquivo. “Metadados embutidos em arquivos digitais são fundamentais ao exercício dos direitos autorais. Arquivos sem metadados são arquivos órfãos, desprotegidos, cujos detentores dos direitos dificilmente serão identificados ou contactados.” Muitas vezes nem mesmo os fotógrafos sabem lidar com este aspecto primordial em seu fluxo de trabalho, criando arquivos desprotegidos.
Galera, aquilo é uma loucura. Não é fácil se concentrar com 3 palestras simultâneas no mesmo espaço,
separadas por meia parede de madeira!! Um barulho infernal e ainda por cima um gerador a disel logo atrás. Mas é “party” então deixa pra lá. Mas o papo foi sério, com uma moçada nova bem interessada, conhecendo coisas que só alguns fotógrafos “marmanjos” conhecem. Ok, alguns estavam lá, mas eu era o mais velho!!
Fiz uma demonstração com ajuda do Fábio Pazzini, que saiu para clicar o ambiente com um computador nas costas. Enquanto suas fotos eram importadas automaticamente pelo Lightroom, eu as editava remotamente – com uma conexão que não era local, ele poderia estar em qualquer lugar do planeta. Em poucos segundos eu via as imagem RAW e depois de editá-las fiz upload de uma web gallery. Entre seu último clique e a publicação não foram mais do que 5 minutos!
© Fotos no blog, Adri Felden. Na galeria, Fábio Pazzini! Obrigado aos dois!
Veja detalhes de como foi feito neste post.
Editando online
Que tal editar imagens feitas do outro lado do mundo, apenas alguns segundo após o clique? Ainda que capturadas em RAW?
O fluxo de trabalho mais rápido que conheço no fotojornalismo. Enquanto o fotógrafo está capturando as imagens, elas são descarregadas automaticamente em um computador guardado na sua mochila, fechado. O editor acessa esta máquina remotamente, edita e publica as imagens – antes mesmo que o fotógrafo as veja. O acesso ao original pode ser feito em menos de 5 segundo, mesmo clicando em RAW!!
O que é necessário:
1) Fotografando Conectado / Tethered shooting (DETALHES ABAIXO)
b) Software para baixar as imagens (EOS Utility ou Nikon Capture Control)
c) Lightroom para importar automaticamente e editar
2) Para que o Mac fique fechado sem dormir, utilizo o software Insomnia 
3) Para compartilhar o controle do meu Mac, utilizo o LogMeIn: ![]()
4) Um pouco de paciência, até acertar! Mas depois, só alegrias, especialmente se o editor for “o cara”.
Fotografando Conectado / Tethered shooting
Podemos fotografar com a câmera conectada ao computador, com as imagens sendo automaticamente gravadas tanto no cartão de memória quanto no HD interno e/ou externo. Se utilizarmos no LR um padrão de tratamento e de metadados definidos anteriormente (presets), além de 2 ou 3 cópias das imagens, teremos elas renomeadas, tratadas e indexadas. Isto é realmente útil em situações que precisamos de rapidez na visualização e edição das imagens.
O que é necessário:
Cabo USB semelhante como os que vem com a câmera, e que alguns usam para baixar imagens (lentamente!) para o computador. O tamanho limite destes cabos é de cerca de 5 metros. Os cabos longos devem ter um “booster” para evitar perda de sinal.
Um programa para importar as imagens da câmera para o computador. (infelizmente o LR ainda não faz isto sózinho). Nikon Capture Control (que é pago) ou o EOS Utility da Canon (free). Ainda tem um plugin, chamado StudioTether, que no entanto não é compatível com qualquer câmera. Estes programas, enviarão as imagens para uma pasta que será constantemente vigiada pelo LR.
Editando remotamente
Para isto é necessário dar acesso remoto ao seu computador (ou a uma área dele). Detalhe é que não quero utilizar uma rede local – LAN, mas uma conexão com alguém que pode estar em qualquer lugar do mundo. Eu utilizo o programa LogMeIn Pro (em português) e posso convidar, por email, alguém que eu confio para editar fotos em meu computador. Com este programa eu dou acesso total a minha máquina, por isso é interessante criar um usuário apenas para isto. De qualquer forma esta permissão é dada com hora para terminar. Existem outras maneiras de fazer isto, mas paro por aqui. Boa sorte. Contem-me se ajudou!
OBS: Agradecimentos ao fotógrafo René Cabrales, que me deu as primeiras luzes sobre isso!
No Campus Party, farei uma demonstração de edição bem moderna: Um fotógrafo irá clicar com a câmera conecatda ao computador, em sua mochila. As fotos serão importadas automaticamente pelo Lightroom, que já irá aplicar presets de tratamento e de metadados (flie info). Enquanto ele fotografa, eu, de outro computador irei acessar remotamente o seu Lightroom e farei a edição das imagens.
Ou seja, antes mesmo que o fotógrafo veja suas própias fotos, irei editá-las e publicá-las. Não é legal? Não conheço nenhuma empresa jornalística que faça isto no Brasil, mas é o futuro da edição de imagens em jornais.
O que você acha do seu material bruto ser editado, antes mesmo que você veja as imagens? E o editor, que tal ver as fotos que o fotógrafo acabou de fazer, instantaneamente?
Isto facilita e acelera muito o fluxo de trabalho. Para quem busca velocidade,um prato cheio.
Veja ao vivo, no Campus Party: Dia 26/01, as 15h30
Inscreva-se já!
Amigos fotógrafos,
Desejo que 2010 venha com tudo e que estejamos prontos para fotografar! Muitas fotos em 2010!! E mesmo quando as luzes não forem favoráveis, saibamos tirar o melhor proveito da situação!! Que tudo se transforme em foto!
Mas não basta fotografar e juntar, é preciso organizar e mostrar…
“Juntei hágora é só hôrganizar”

Cidade de Goiás-GO, Dez 2009
Foto Marcos Issa/Argosfoto
Visualmente o novo LR, ao menos na versão beta, não mudou muito. Mas existem mudanças profundas em sua arquitetura, prometendo performance melhor no gerenciamento e processamento de grandes volumes de imagens.
Conheçam as principais novidades
- Mais performance, permitindo a criação de bibliotecas maiores
- Melhor qualidade da conversão em RAW, especialmente em imagens ricas em detalhes
- Ferramenta de redução de ruídos muito melhor que a anterior
- Marca d’água editavel – agora é possível escolher tamanho, opacidade e posição da marca, que pode ser texto ou imagem 
- Slide Show agora pode ser exportado com áudio – E a duração da apresentação pode se encaixar à música
- Melhoria do módulo de impressão, agora com grande poder de personalização
- Ferramenta de simulação de grão, imitando filmes.
- Agora o LR também importa arquivos CMYK
- Backup do catálogo agora pode ser feito ao fechar o programa
- Nova janela de importação, completamente modificada, mais simples.

- Ferramenta de publicação: Integração com serviços como o Flickr ou iPhone, que agora podem ser gerenciados de dentro do LR, inclusive os comentários. 
E o que ficou faltando??
- ferramenta para fotografar conectado (tethered shooting)
….. dê sua opinião…
Veja mais no post de ontem
Importante: Utilize o LR3 apenas para testes, não para trabalhos sérios. Não importe seus antigos catálogos do LR para esta versão beta.
Saiu a versão Beta do LR 3.0
[photopress:LR3.png,full,pp_image]
Veja mais no Lightroom Journal
Já existe o primeiro livro de LR3 beta, da Victoria Bampton: http://www.lightroomqueen.com/lrqebook3.php
Informações em português, no site do Clício
Baixe o programa gratuitamente no Adobe Labs
Veja os vídeos da Julieanne Kost
Primeira parte
Segunda parte – Veja que maravilha ficaram os módulos SlideShow e Print. E o “publish service”, conectando diretamente o LR com seu Flickr, com atualizações automáticas de comentários e até mesmo do tratamento!! Show!
Terceira parte
Quando o Clício me chamou para dar o workshop no Paraty em Foco, fiquei muito contente, mas depois, quando soube que iria falar de “metadados e organização de arquivos” fiquei meio cabreiro….afinal, será que fotógrafos iriam sair de suas casas e, em meio a um festival tão cheio de atrativos, iriam querer me ouvir, ao lado da Paula Cinquetti, falando de um assunto que é mais de bibliotecários do que de fotógrafos?

Fiquei muito feliz de ver que o interesse no tema é enorme. Telvez este tenha sido o workshop mais cheio do festival. E a vida digital está só começando!!





