out 032011
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Tico-tico zangado / Real angry bird! from Argosfoto on Vimeo.

As coincidências existem. Domingo passado eu criei e publiquei este vídeo com um passarinho danado que se apaixonou por sua imagem refletida no retrovisor do meu carro. No dia seguinte, a Adri Felden, lendo o livro “Papéis Inesperados”, coleção de textos inéditos e dispersos de Júlio Cortázar, dá de cara com o texto abaixo, “O Outro Narciso”.

“El otro Narciso”,
Dejamos el auto al lado del bungalow, da igual dejarlo allí o en otra parte porque es algo que no iremos e incluso que no vemos salvo en el momento de usarlo. Pero el pajarito pardo que viene a posarse sobre el espejo retrovisor transforma bruscamente el auto en un reino propio, nos obliga a considerarlo de otro modo, a verlo de veras por primera vez.

Más pequeño que un gorrión, el pajarito tropical se ha descubierto en el pequeño rectángulo brillante, ha querido entrar en el espejo y reunirse con el otro pajarito, sosteniéndose un segundo en el aire frente al espejo, y ahora la resistencia del cristal azogado lo obliga a ascender buscando siempre la entrada hasta posarse por el borde cromado del retrovisor.

Su sorpresa -de algún modo hay que decirlo- debe ser grande cuando deja de ver al otro pajarito y reencuentra la línea de árboles distantes, el horizonte de la playa. No comprende lo que pasa (de algún modo hay que seguir contando esto) y baja de nuevo al borde de la portezuela, enfrentando el espejo y viéndose, reconociendo al otro pájaro idéntico a él, y entonces salta agitado en el aire frente a su imágen, se precipita frente al espejo, y otra vez rechazado tiene que subir hasta posarse perplejo en el borde.

Lo miramos desde la ventana, empecinadamente busca encontrarse con el otro pajarito, sube y baja, revolotea frente al retrovisor. Bruscamente vuela hacia los árboles y se pierde en el follaje; es nuestro turno de comentar enternecidos esa ilusión, ese diminuto teatro del artificio donde hemos visto representarse una vez más el drama de Narciso. Nos decimos, sin hablar, que a diferencia del adolescente enamorado que se buscará hasta la muerte en el cruel espejo engañoso del estanque, el pajarito habrá olvidado ya su ansiedad y su deseo, sin duda por que en él, ya no hay ansiedad, ni deseo, ni mucho menos memoria, y sólo nosotros enternecidos lo investimos con nuestras propias nostalgias donde Narciso y Endimión y Dafne y Procne, donde Hilas y Arión y tantas otras metamorfosis del deseo buscan en los espejos del sueño y del inconsciente. Y acaso estamos a punto de decirlo y sonreimos con algo de piedad y de consuelo, cuando vemos volver al pajarito, ir directamente al retrovisor, recomenzar su choque inútil, saltar al borde, descender y volar empecinado,alucinado, enamorado. Sólo entonces sentimos, sólo entonces sabemos que no era un simulacro en el que sólo buscábamos una analogía con nuestra condición solitaria de humanos, de narcisos aislados y excepcionales; ahora comprendemos que eso que estamos viviendo puede decirse con las palabras que nos han parecido solamente las de nuestro lado, y que Narciso puede tener alas o escamas o élitros o ramas y también memoria y deseo y amor.

De pronto estamos menos separados del latri del día; nuestros espejos llaman y devuelven otras imágenes; juegan con otros deseos, sostienen otras esperanzas; no somos la excepción.

Narciso pajarito repite el mismo juego interminable en su pequeño estanque de azogue, en su engaño de amor que abraza la totalidad del mundo y sus criaturas.

JÚLIO CORTAZAR, Papéis Inesperados, Editora Civilização Brasileira

jan 272010
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Padrão de Metadados – Padrão pra quem? (Texto de Paula Cinquetti, uma das minhas grandes parceiras em organização de acervos!)

Há pouco tempo atrás fotógrafo nem sabia o que eram metadados. Os músicos parece que descobriram um pouco antes e o iTunes e o iPod mostraram para amantes e colecionadores de música como a vida pode ficar mais fácil quando você atribui palavras mágicas para identificar um arquivo digital.
Ok, mas agora que muitos já sabem da sua existência, a próxima etapa é como utilizar, o que escrever e ainda, qual campo de metadado serve para o quê? E porque têm tantos nomes complicados envolvendo o que se poderia resumir em apenas uma palavrinha: tag.
O IPTC (International Press Telecommunications Council) (http://www.iptc.org) trata-se de um grupo formado por algumas agências e veículos de notícia do mundo todo que se reuniram para padronizar os metadados utilizados em fotografias jornalísticas.
O Dublin Core (http://www.dublincore.org/) também representa as decisões de um grupo, desta vez com interesses mais voltados para a área da arquivologia, reunindo bibliotecas e centros de pesquisa de vários países.
Em outubro de 2009 foi lançado um padrão totalmente brasileiro, para orientar o preenchimento dos metadados de qualquer tipo de arquivo digital produzido pelo Governo Federal. O chamado e-PMG (Padrão de Metadados do Governo Eletrônico) e disponível aqui.
Mas se um é voltado para o jornalismo, o outro para bibliotecas e o outro para arquivos digitais do governo, qual orientação o fotógrafo deve seguir? Que padrão está mais atrelado aos seus interesses? Pois agora vem a questão mais difícil para se ter um acervo organizado e metadatado. Um pergunta determinante para a sobrevivência no mundão digital sem porteira: quem é você?
O que você fotografa? Para que público? O que pretende comunicar com as suas fotografias? O que pretende fazer com elas? Uso comercial, jornalístico, documental, artístico? Quando você escolhe uma área de atuação e se concentra nela, fica mais fácil decidir muitas coisas e uma delas é que campos de metadados são importantes para o seu fluxo de trabalho. Você não precisa seguir à risca o que determinado padrão sugere, você pode criar o seu próprio!
Você já sabe que tipo de informação é importante para ficar guardada para sempre junto com as suas fotografias? Comece fazendo uma lista.

jan 262010
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Editando online

Que tal editar imagens feitas do outro lado do mundo, apenas alguns segundo após o clique? Ainda que capturadas em RAW?

O fluxo de trabalho mais rápido que conheço no fotojornalismo. Enquanto o fotógrafo está capturando as imagens, elas são descarregadas automaticamente em um computador guardado na sua mochila, fechado. O editor acessa esta máquina remotamente, edita e publica as imagens – antes mesmo que o fotógrafo as veja. O acesso ao original pode ser feito em menos de 5 segundo, mesmo clicando em RAW!!

O que é necessário:
1) Fotografando Conectado / Tethered shooting (DETALHES ABAIXO)
b) Software para baixar as imagens (EOS Utility ou Nikon Capture Control)
c) Lightroom para importar automaticamente e editar
2) Para que o Mac fique fechado sem dormir, utilizo o software Insomnia

3) Para compartilhar o controle do meu Mac, utilizo o LogMeIn:
4) Um pouco de paciência, até acertar! Mas depois, só alegrias, especialmente se o editor for “o cara”.

Fotografando Conectado / Tethered shooting
Podemos fotografar com a câmera conectada ao computador, com as imagens sendo automaticamente gravadas tanto no cartão de memória quanto no HD interno e/ou externo. Se utilizarmos no LR um padrão de tratamento e de metadados definidos anteriormente (presets), além de 2 ou 3 cópias das imagens, teremos elas renomeadas, tratadas e indexadas. Isto é realmente útil em situações que precisamos de rapidez na visualização e edição das imagens.

O que é necessário:
Cabo USB semelhante como os que vem com a câmera, e que alguns usam para baixar imagens (lentamente!) para o computador. O tamanho limite destes cabos é de cerca de 5 metros. Os cabos longos devem ter um “booster” para evitar perda de sinal.
Um programa para importar as imagens da câmera para o computador. (infelizmente o LR ainda não faz isto sózinho). Nikon Capture Control (que é pago) ou o EOS Utility da Canon (free). Ainda tem um plugin, chamado StudioTether, que no entanto não é compatível com qualquer câmera. Estes programas, enviarão as imagens para uma pasta que será constantemente vigiada pelo LR.

Editando remotamente

Para isto é necessário dar acesso remoto ao seu computador (ou a uma área dele). Detalhe é que não quero utilizar uma rede local – LAN, mas uma conexão com alguém que pode estar em qualquer lugar do mundo. Eu utilizo o programa LogMeIn Pro (em português) e posso convidar, por email, alguém que eu confio para editar fotos em meu computador. Com este programa eu dou acesso total a minha máquina, por isso é interessante criar um usuário apenas para isto. De qualquer forma esta permissão é dada com hora para terminar. Existem outras maneiras de fazer isto, mas paro por aqui. Boa sorte. Contem-me se ajudou!

OBS: Agradecimentos ao fotógrafo René Cabrales, que me deu as primeiras luzes sobre isso!

jan 212010
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Uma dica muito bacana, o TinEye! Você tem uma imagem e quer saber se está sendo utilizada na web. Funciona muito bem, encontrei fotos até com cortes radicais!

jan 212010
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No Campus Party, farei uma demonstração de edição bem moderna: Um fotógrafo irá clicar com a câmera conecatda ao computador, em sua mochila. As fotos serão importadas automaticamente pelo Lightroom, que já irá aplicar presets de tratamento e de metadados (flie info). Enquanto ele fotografa, eu, de outro computador irei acessar remotamente o seu Lightroom e farei a edição das imagens.
Ou seja, antes mesmo que o fotógrafo veja suas própias fotos, irei editá-las e publicá-las. Não é legal? Não conheço nenhuma empresa jornalística que faça isto no Brasil, mas é o futuro da edição de imagens em jornais.
O que você acha do seu material bruto ser editado, antes mesmo que você veja as imagens? E o editor, que tal ver as fotos que o fotógrafo acabou de fazer, instantaneamente?
Isto facilita e acelera muito o fluxo de trabalho. Para quem busca velocidade,um prato cheio.

Veja ao vivo, no Campus Party: Dia 26/01, as 15h30
Inscreva-se já!

dez 292009
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Amigos fotógrafos,

Desejo que 2010 venha com tudo e que estejamos prontos para fotografar! Muitas fotos em 2010!! E mesmo quando as luzes não forem favoráveis, saibamos tirar o melhor proveito da situação!! Que tudo se transforme em foto!
Mas não basta fotografar e juntar, é preciso organizar e mostrar…

“Juntei hágora é só hôrganizar”
Goias Velho
Cidade de Goiás-GO, Dez 2009
Foto Marcos Issa/Argosfoto

out 232009
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Visualmente o novo LR, ao menos na versão beta, não mudou muito. Mas existem mudanças profundas em sua arquitetura, prometendo performance melhor no gerenciamento e processamento de grandes volumes de imagens.
Conheçam as principais novidades

- Mais performance, permitindo a criação de bibliotecas maiores
- Melhor qualidade da conversão em RAW, especialmente em imagens ricas em detalhes
- Ferramenta de redução de ruídos muito melhor que a anterior
- Marca d’água editavel – agora é possível escolher tamanho, opacidade e posição da marca, que pode ser texto ou imagem MarcaDagua_1

- Slide Show agora pode ser exportado com áudio – E a duração da apresentação pode se encaixar à música
- Melhoria do módulo de impressão, agora com grande poder de personalização
- Ferramenta de simulação de grão, imitando filmes.
- Agora o LR também importa arquivos CMYK
- Backup do catálogo agora pode ser feito ao fechar o programa
- Nova janela de importação, completamente modificada, mais simples.
Importacao_Expandida
- Ferramenta de publicação: Integração com serviços como o Flickr ou iPhone, que agora podem ser gerenciados de dentro do LR, inclusive os comentários. Flickr

E o que ficou faltando??
- ferramenta para fotografar conectado (tethered shooting)
….. dê sua opinião…

Veja mais no post de ontem
Importante: Utilize o LR3 apenas para testes, não para trabalhos sérios. Não importe seus antigos catálogos do LR para esta versão beta.

out 222009
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Saiu a versão Beta do LR 3.0
[photopress:LR3.png,full,pp_image]

Veja mais no Lightroom Journal

Já existe o primeiro livro de LR3 beta, da Victoria Bampton: http://www.lightroomqueen.com/lrqebook3.php

Informações em português, no site do Clício

Baixe o programa gratuitamente no Adobe Labs

Veja os vídeos da Julieanne Kost
Primeira parte

Segunda parte – Veja que maravilha ficaram os módulos SlideShow e Print. E o “publish service”, conectando diretamente o LR com seu Flickr, com atualizações automáticas de comentários e até mesmo do tratamento!! Show!

Terceira parte

out 012009
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Quando o Clício me chamou para dar o workshop no Paraty em Foco, fiquei muito contente, mas depois, quando soube que iria falar de “metadados e organização de arquivos” fiquei meio cabreiro….afinal, será que fotógrafos iriam sair de suas casas e, em meio a um festival tão cheio de atrativos, iriam querer me ouvir, ao lado da Paula Cinquetti, falando de um assunto que é mais de bibliotecários do que de fotógrafos?
03d0909_0039

Fiquei muito feliz de ver que o interesse no tema é enorme. Telvez este tenha sido o workshop mais cheio do festival. E a vida digital está só começando!!

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