Galera, aquilo é uma loucura. Não é fácil se concentrar com 3 palestras simultâneas no mesmo espaço,
separadas por meia parede de madeira!! Um barulho infernal e ainda por cima um gerador a disel logo atrás. Mas é “party” então deixa pra lá. Mas o papo foi sério, com uma moçada nova bem interessada, conhecendo coisas que só alguns fotógrafos “marmanjos” conhecem. Ok, alguns estavam lá, mas eu era o mais velho!!
Fiz uma demonstração com ajuda do Fábio Pazzini, que saiu para clicar o ambiente com um computador nas costas. Enquanto suas fotos eram importadas automaticamente pelo Lightroom, eu as editava remotamente – com uma conexão que não era local, ele poderia estar em qualquer lugar do planeta. Em poucos segundos eu via as imagem RAW e depois de editá-las fiz upload de uma web gallery. Entre seu último clique e a publicação não foram mais do que 5 minutos!
© Fotos no blog, Adri Felden. Na galeria, Fábio Pazzini! Obrigado aos dois!
Veja detalhes de como foi feito neste post.
Padrão de Metadados – Padrão pra quem? (Texto de Paula Cinquetti, uma das minhas grandes parceiras em organização de acervos!)
Há pouco tempo atrás fotógrafo nem sabia o que eram metadados. Os músicos parece que descobriram um pouco antes e o iTunes e o iPod mostraram para amantes e colecionadores de música como a vida pode ficar mais fácil quando você atribui palavras mágicas para identificar um arquivo digital.
Ok, mas agora que muitos já sabem da sua existência, a próxima etapa é como utilizar, o que escrever e ainda, qual campo de metadado serve para o quê? E porque têm tantos nomes complicados envolvendo o que se poderia resumir em apenas uma palavrinha: tag.
O IPTC (International Press Telecommunications Council) (http://www.iptc.org) trata-se de um grupo formado por algumas agências e veículos de notícia do mundo todo que se reuniram para padronizar os metadados utilizados em fotografias jornalísticas.
O Dublin Core (http://www.dublincore.org/) também representa as decisões de um grupo, desta vez com interesses mais voltados para a área da arquivologia, reunindo bibliotecas e centros de pesquisa de vários países.
Em outubro de 2009 foi lançado um padrão totalmente brasileiro, para orientar o preenchimento dos metadados de qualquer tipo de arquivo digital produzido pelo Governo Federal. O chamado e-PMG (Padrão de Metadados do Governo Eletrônico) e disponível aqui.
Mas se um é voltado para o jornalismo, o outro para bibliotecas e o outro para arquivos digitais do governo, qual orientação o fotógrafo deve seguir? Que padrão está mais atrelado aos seus interesses? Pois agora vem a questão mais difícil para se ter um acervo organizado e metadatado. Um pergunta determinante para a sobrevivência no mundão digital sem porteira: quem é você?
O que você fotografa? Para que público? O que pretende comunicar com as suas fotografias? O que pretende fazer com elas? Uso comercial, jornalístico, documental, artístico? Quando você escolhe uma área de atuação e se concentra nela, fica mais fácil decidir muitas coisas e uma delas é que campos de metadados são importantes para o seu fluxo de trabalho. Você não precisa seguir à risca o que determinado padrão sugere, você pode criar o seu próprio!
Você já sabe que tipo de informação é importante para ficar guardada para sempre junto com as suas fotografias? Comece fazendo uma lista.
No Campus Party, farei uma demonstração de edição bem moderna: Um fotógrafo irá clicar com a câmera conecatda ao computador, em sua mochila. As fotos serão importadas automaticamente pelo Lightroom, que já irá aplicar presets de tratamento e de metadados (flie info). Enquanto ele fotografa, eu, de outro computador irei acessar remotamente o seu Lightroom e farei a edição das imagens.
Ou seja, antes mesmo que o fotógrafo veja suas própias fotos, irei editá-las e publicá-las. Não é legal? Não conheço nenhuma empresa jornalística que faça isto no Brasil, mas é o futuro da edição de imagens em jornais.
O que você acha do seu material bruto ser editado, antes mesmo que você veja as imagens? E o editor, que tal ver as fotos que o fotógrafo acabou de fazer, instantaneamente?
Isto facilita e acelera muito o fluxo de trabalho. Para quem busca velocidade,um prato cheio.
Veja ao vivo, no Campus Party: Dia 26/01, as 15h30
Inscreva-se já!
Amigos fotógrafos,
Desejo que 2010 venha com tudo e que estejamos prontos para fotografar! Muitas fotos em 2010!! E mesmo quando as luzes não forem favoráveis, saibamos tirar o melhor proveito da situação!! Que tudo se transforme em foto!
Mas não basta fotografar e juntar, é preciso organizar e mostrar…
“Juntei hágora é só hôrganizar”

Cidade de Goiás-GO, Dez 2009
Foto Marcos Issa/Argosfoto





