jan 192012
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Após 131 anos de vida a Kodak pediu concordata. Para todos nós fotógrafos, que durante tantos anos víamos a Kodak como sinônimo de fotografia, a número um do mundo, hoje é um momento de reflexão.

Mina primeira câmera, uma Kodak Instamatic 33!


O pedido de concordata da empresa, não é uma surpresa, mas algo a se pensar. Como a empresa número um, que inventou a película fotográfica, que criou a primeira câmera digital em 1975, consegue, numa época que mais se fotografa, entrar em concordata?
São questões profundas, mas arriscaria dizer que a empresa acomodou-se em um leito de louros. Qualquer um poderia fabricar câmeras digitais com chips baratos, mas não uma câmera de filmes barata. A Kodak prolongou seus esforços no que já era sucesso, ao invés de pensar em se reinventar logo.
Isso também acontece com muitos de nós, que achando “ser o tal” acomoda-se, e perde o bonde da história. Com os fotógrafos não foi diferente, conheço inúmeros colegas que escolheram assistir a evolução tecnológica de camarote, acomodados. Hoje sentem a água bater na bunda. Mas acho que sempre há tempo, a roda não para de girar. Espero que a Kodak consiga sua recuperação financeira, salvando o emprego de 19 mil funcionários e quem sabe, nos oferecendo ainda, alguns objetos de primeira necessidade, como foram o Kodackrome e o Tri-x!

PS: Sua ex-rival, a Fuji, fabrica hoje objetos de desejos como a FinePix 100x, com desenho retrô e cheia de inovacão tecnológica! Os novos sensores Fuji prometem!

jan 132012
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Ôba, demorou mas finalmente a Adobe apresenta versão Beta do LR4, cheio de boas novidades. A primeira impressão foi bem favorável. Ainda não é a versão pronta do programa, por isso, use apenas como teste para evitar surpresas desagradáveis. Esta versão está disponível para download no site da Adobe Labs.

Até a versão 3 do LR, o programa é composto de 5 módulos: Biblioteca, Revelação, SlideShow, Impressão e Web. Agora 2 módulos foram adicionados, o de Livro e o de Mapa.

Lightroom 4, Beta

O Módulo Livro (Book) permite criar livros à partir de templates do LR e enviá-los para o Blurb, que entrega o impresso em sua casa. Conforme as páginas são criadas o LR já vai informando o valor do livro em dólar, fora o frete. Este é o caminho para os fotolivros e a ferramenta que faltava aos fotógrafos para fazer fotolivros. Fantástico, espero que concorrentes do Blurb sejam incorporados na versão final. Os serviços brasileiros devem se ligar rapidamente, ou perderão terreno.

O Módulo Mapa, associado ao Google Mapas, mostra visualmente o local aonde a foto foi tirada. Cada vez mais, a utilização de câmeras integradas ao GPS vão ser capazes de adicionar informações importantes aos metadados. Se sua câmera ainda não possui um GPS embutido, você pode usar um aparelho de geolocalização ou mesmo um smartphone para gravar o arquivo “GPX tracklog” e depois importá-lo com as informações do percurso/hora que serão incorporadas à cada imagem. Suas fotos, além de trazerem informações úteis, poderão ser organizadas e vistas por localização, por exemplo, você pede ao LR para mostrar as fotos feitas em determinado ponto e arredores. E em breve, na evolução natural, informações complementares poderão ser adicionadas às imagens, por exemplo até uma legenda: Sebendo que determinada foto foi feita no dia 16 de Julho de 2014, no Maracanã, poderá adicionar na legenda, que a foto é do jogo Brasil 3 x 1 Argentina, na final da Copa do Mundo, que tal?

Além destes 2 módulos, temos muitas outras novidades, que tornam o LR uma ferramenta ainda mais poderosa de ajustes de imagens, organização e compartilhamento de arquivos.

- Ajustes mais poderosos nas imagens RAW nas áraeas extremas dos tons: “shadow e highligh
- Suporte a vídeos criados em câmeras fotográficas, agora mais robusto. Além de organizá-los, permite fazer ajustes nas imagens e compartilhar clips nas redes sociais.
- Ajustes localizados nas imagens ganharam novas funções, como ajuste do balanço de branco, redução de ruídos e de efeito moiré.
- Email diretamente do LR, atarvés de um endereço que você configura
- “Soft proof” de imagens, ajuda a prever como ficará a imagem em um sistema de impressão com gerenciamento de cores, para fazermos os ajustes necessários.

Em minha primeira e rápida incursão no LR4 me embananei logo de cara no módulo revelação, que teve os ajustes Básicos bem alterados. Precisei alterar as preferências do LR para vê-lo em inglês, e ainda assim tive que ler mais para compreender a nova ferramenta. Mas depois de alguns minutos fiquei muito feliz com o resultado dos ajustes na imagem. Realmente a ferramenta ganhou poder nas áreas de altas luzes e um pouco nas de baixa (ainda não faz milagre, né?).


Quais mudanças você gostaria de ver no LR?

Quem quiser saber mais sobre o LR4 Beta, veja o artigo no DPreview.

out 292011
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Uma câmera genial! Uma não, 36 câmeras de celular colocadas ao redor de uma esfera. Você joga esta bola para cima e no momento que atinge o ponto mais alto, e vai começar a cair, o sensor dispara as 36 câmeras! Assim fica bem fácil fazer fotos 360º sensacionais! Adorei, quero uma!

out 092011
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Uma ex-aluna do curso de Lightroom me pede uma dica, que pode servir para outras pessoas com problemas semelhantes:

“Fui tua aluna em um workshop de lightroom no Ateliê da Imagem. Estou te escrevendo pois é muito importante mesmo. Fiz com uma amiga um casamento e salvei todas as fotos no meu hd novo, mas não havia feito back up e ele, não sei bem como, morreu. Não cabe nem comentar o quão péssima e amadora estou me sentindo. Mesmo.
Ele está na assistência faz quase um mês e só conseguiram coisas corrompidas até agora. Minha pergunta: existe alguma possibilidade de eu conseguir essas fotos em baixa pelo lightroom? Eu ainda consigo visualizar elas, pois eu estava tratando elas através do programa. Tem o esquema da web tb, não? Pelo menos botar lá…será que dá sem as fotos originais? Alguma sugestão? Qualquer coisa ou idéia é super master blaster bem-vinda.”

A resposta é: Sim, há caminhos salvar as imagens em baixa resolução, do tamanho do Preview que foi criado pelo LR. Já é bem melhor do que nada!
CAMINHO 1 ; LRViewer
- A PRIMEIRA coisa a fazer é duplicar o catálogo e os previews que deseja recuperar. Pode fazer isso exportando apenas as fotos a serem recuperadas como novo catálogo, lembrando-se de marcar a opção “incluir visualizações disponíveis”
- Depois, procure o software LRViewer, de Marc Rochkind (http://basepath.com/ImageIngester/LRViewer-info.php) IMPORTANTE: O criador deste software não dá mais suporte a ele, mas consegui baixá-lo no seguinte endereço, e funcionou com o LR3 no meu Mac com o Lion. Também há uma versão para PC: http://basepath.com/LRViewer/. Existe outro software para Mac, indicado pelo prório Marc Rochkind, o File Juicer, que porém nem testei. Se você tem um PC, tente ajuda de alguém com um Mac!
- Feche o LR, abra o LRViewer e selecione abrir o catálogo que você acabou de duplicar.
- Vá até a pasta onde estão as imagens que quer salvar, selecione todas e vá em Menu>File>Export JPEGs…
Funcionou comigo. Se os previews que você tinha no Lightroom eram 1:1 você poderá salvar sua pele! Se forem menores, talvez já quebrem um galhão!

LRViewer

CAMINHO 2, Exportar para Web

Exportar para WEB é até mais simples, mas talvez você não recupere o preview JPEG em seu tamanho máximo. É possível construir um website apenas com os previews existentes no LR. No módeulo WEB criei um site, com imagens em tamanho relativamente grandes e exporte o site em seu desktop. Depois abra a pasta do site>content>images>large
Bem mais simples mas talvez as imagens não estejam tão grandes quanto as do primeiro caminho.

Mas lembre-se: Faça sempre backups de seus arquivos e evite tudo isso!! Mais cedo ou mais tarde os HDs param de funcionar!!

out 062011
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Escolares visitando as exposições na Estação Cabo Branco

Acabo de chegar da Paraíba, onde tive a satisfação de participar do I Setembro Fotográfico em João Pessoa. Muitas primaveras de vida ao mais novo evento cultural, este foi só o primeiro.

De cara fui seduzido pela experiência fora do eixo Rio-São Paulo. Idealizado por Gustavo Moura e desenvolvido a duras penas por uma equipe reduzida e batalhadora, eu esperava um evento de âmbito regional; qual o que, foi um grande encontro, com palestras, lançamentos de livros, exposições e oficinas, onde mestres e aprendizes se misturavam numa calorosa troca de experiências.

Quarto exposições foram montadas na Estação Cabo Branco, complexo arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer, as exposições “Coletiva Fotografia Paraibana”; Antonio Augusto Fontes, Retratista; Mi AMAS VIN, de Marcelo Buainain e Brasileiros Futebol Clube, de Ed Viggiani. No Centro Cultural São Francisco, três exposições: Homem de Pedra, de Pedro David; Ponto de Vista, coletânea de fotos de espetáculo; e o acervo do banco de imagens Local Fotos. Romero Cavalcanti expôs suas “Ex-Fotos” no Casarão 34, no centro histórico de João Pessoa, local que também abrigou diversas oficinas.


As oficinas, todas gratuitas, atraíram um público interessado e participativo. Antonio Augusto Fontes; Ed Viggiani, Pedro David, Rosely Nakagawa, Romero Cavalcanti, José Wagner e eu, Marcos Issa.
As palestras foram o centro de convergência, onde além de ouvirmos as experiências de Walda Marques, Marcelo Buainain, João Roberto Ripper, Dante Gastaldoni, Debora 70 e Dalton Valério – todos puderam debater, trocando informações e enriquecendo ainda mais as apresentações. E os debates seguiam até a mesa de algum bar na deliciosa orla de João Pessoa, dando um tom mais que pessoal a este encontro que já nasce grande. Obrigado Gustavo Moura e toda equipe, valeu o esforço!

João Roberto Ripper manda sua contribuição, fotos feitas durante o evento! Obrigado Ripper!

out 032011
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Tico-tico zangado / Real angry bird! from Argosfoto on Vimeo.

As coincidências existem. Domingo passado eu criei e publiquei este vídeo com um passarinho danado que se apaixonou por sua imagem refletida no retrovisor do meu carro. No dia seguinte, a Adri Felden, lendo o livro “Papéis Inesperados”, coleção de textos inéditos e dispersos de Júlio Cortázar, dá de cara com o texto abaixo, “O Outro Narciso”.

“El otro Narciso”,
Dejamos el auto al lado del bungalow, da igual dejarlo allí o en otra parte porque es algo que no iremos e incluso que no vemos salvo en el momento de usarlo. Pero el pajarito pardo que viene a posarse sobre el espejo retrovisor transforma bruscamente el auto en un reino propio, nos obliga a considerarlo de otro modo, a verlo de veras por primera vez.

Más pequeño que un gorrión, el pajarito tropical se ha descubierto en el pequeño rectángulo brillante, ha querido entrar en el espejo y reunirse con el otro pajarito, sosteniéndose un segundo en el aire frente al espejo, y ahora la resistencia del cristal azogado lo obliga a ascender buscando siempre la entrada hasta posarse por el borde cromado del retrovisor.

Su sorpresa -de algún modo hay que decirlo- debe ser grande cuando deja de ver al otro pajarito y reencuentra la línea de árboles distantes, el horizonte de la playa. No comprende lo que pasa (de algún modo hay que seguir contando esto) y baja de nuevo al borde de la portezuela, enfrentando el espejo y viéndose, reconociendo al otro pájaro idéntico a él, y entonces salta agitado en el aire frente a su imágen, se precipita frente al espejo, y otra vez rechazado tiene que subir hasta posarse perplejo en el borde.

Lo miramos desde la ventana, empecinadamente busca encontrarse con el otro pajarito, sube y baja, revolotea frente al retrovisor. Bruscamente vuela hacia los árboles y se pierde en el follaje; es nuestro turno de comentar enternecidos esa ilusión, ese diminuto teatro del artificio donde hemos visto representarse una vez más el drama de Narciso. Nos decimos, sin hablar, que a diferencia del adolescente enamorado que se buscará hasta la muerte en el cruel espejo engañoso del estanque, el pajarito habrá olvidado ya su ansiedad y su deseo, sin duda por que en él, ya no hay ansiedad, ni deseo, ni mucho menos memoria, y sólo nosotros enternecidos lo investimos con nuestras propias nostalgias donde Narciso y Endimión y Dafne y Procne, donde Hilas y Arión y tantas otras metamorfosis del deseo buscan en los espejos del sueño y del inconsciente. Y acaso estamos a punto de decirlo y sonreimos con algo de piedad y de consuelo, cuando vemos volver al pajarito, ir directamente al retrovisor, recomenzar su choque inútil, saltar al borde, descender y volar empecinado,alucinado, enamorado. Sólo entonces sentimos, sólo entonces sabemos que no era un simulacro en el que sólo buscábamos una analogía con nuestra condición solitaria de humanos, de narcisos aislados y excepcionales; ahora comprendemos que eso que estamos viviendo puede decirse con las palabras que nos han parecido solamente las de nuestro lado, y que Narciso puede tener alas o escamas o élitros o ramas y también memoria y deseo y amor.

De pronto estamos menos separados del latri del día; nuestros espejos llaman y devuelven otras imágenes; juegan con otros deseos, sostienen otras esperanzas; no somos la excepción.

Narciso pajarito repite el mismo juego interminable en su pequeño estanque de azogue, en su engaño de amor que abraza la totalidad del mundo y sus criaturas.

JÚLIO CORTAZAR, Papéis Inesperados, Editora Civilização Brasileira

jul 262011
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CURSO NA ESCOLA SÃO PAULO
1 Semestre de Formação em Fotografia: Pensamento e Prática
Coordenação: Marcos Issa e Juan Esteves | 8 ago a 7 dez

Com: Cláudia Jaguaribe, Clício Barroso, João Wainer, Eder Chiodeto, Georgia Quintas, Gabriel Boeiras e Ed Viggiani

Traduza e discuta os diversos tipos de expressões fotográficas
A fotografia contemporânea expandiu seus horizontes significativamente, não estando presente somente nas propostas documentais e jornalísticas, mas em muitas manifestações voltadas para arte. Em face das novas tecnologias, as aplicações multimídias e outras variantes, é necessária uma compreensão maior desse vasto universo em constante expansão.

Unindo pensamento e prática fotográfica, o objetivo do curso é levar aos alunos um rico e dinâmico conteúdo, como: desenvolvimento de projetos, compreensão do equipamento fotográfico, a produção de imagens orientadas, noções de edição em diferentes plataformas e softwares e finalização de trabalhos.
VEJA MAIS

jul 202011
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“O Fluxo de Trabalho com o Lightroom,
 Da Captura em RAW ao Arquivamento, as Boas Práticas da Fotografia Digital”, com Marcos Issa
Edite e trate suas fotos com qualidade, rapidez e segurança, mantendo seu acervo organizado e as imagens facilmente encontráveis.”
Veja mais…

Wrokshop Marcos Issa

Workshop no Estúdio Newton Medeiros em Guarulhos, SP

mai 132011
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Mucuripe, Mercado de Peixes / Mucuripe Fish Market, Fortaleza – Images by Agencia Argosfoto

mai 052011
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São Paulo, quinta-feira, 05 de maio de 2011

MÁRION STRECKER

Quando a tecnologia ameaça a história

Hoje há tecnologia para armazenar fotografia digital e softwares para melhorar imagens antigas

ENQUANTO NÃO mudo para a Califórnia, resolvi, entre outras coisas, voltar a estudar fotografia. Queria aperfeiçoar meus conhecimentos, bastante amadores, embora fotografe compulsivamente desde os 17 anos, quando ganhei minha primeira câmera reflex.
Escolhi um curso de fotografia digital na Escola São Paulo, concebido pela fotógrafa-artista Claudia Jaguaribe e dado por uma plêiade de nomes conhecidos da fotografia brasileira. Em poucas aulas, o assunto mudou da história da fotografia para o armazenamento da fotografia digital.
Antes, usavam-se filmes e sabíamos perfeitamente como conservá-los em boas condições por longo prazo (cem anos ou mais). Também fazíamos ampliações em papel e entendemos como essas fotos envelheciam, manuseando fotos dos nossos antepassados. Percebemos também como fotos coloridas podiam perder a vivacidade com mais rapidez do que fotos em preto e branco. Então veio a fotografia digital.
Entre os primeiros a adotar câmeras digitais estavam os fotojornalistas, que tinham velocidade a ganhar, e os amadores, que não tinham nada a perder.

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